COOPERAÇÃO ENTRE AS PESSOAS

Por isso, o Chapitô foi feito com todo o meu amor e carinho para que todos os dias toda a gente tivesse Natal nas mesas, nas casas, na rua, no mundo. É uma cooperação entre as pessoas para que exactamente a paz venha rapidamente.

MÁRIO CESARINY

Nesse fecundo tempo, a convocar futuros de liberdade, fizemos um excelente trabalho, e o país não pode esquecer a memória deste grande homem. Tenho saudades de me rir com ele e de até poder dar azo à minha imaginação.

UM NOVO TEMPO, A MESMA PAIXÃO

Aquele Tempo que não é o do relógio, aquele Tempo que escolhemos para fazer as coisas mais importantes da nossa vida, da nossa existência – somos nós os fazedores do Tempo e esse tempo a nós pertence – assim saibamos fazer nele e com ele, tudo aquilo que está no sonho e que, assim, convocamos para ser a realidade. Viver nesse Tempo exaltante é um direito!

SOMOS DO TERRENO, ESTAMOS NO TERRENO

Criei uma associação sem fins lucrativos, hoje conhecida por Chapitô, rodeada de muita gente, jovens, crianças e adultos.
Não perdi desde então o grande objectivo que me trouxe a Portugal, viver, partilhar, enquanto cidadã, na continuação do País em Liberdade, e saborear todos os dias a verdadeira democracia.

SAUDEMOS A NATUREZA, COM A TAL FORÇA DE TODOS OS CRUZAMENTOS

Sendo eu uma amante de tudo o que é pequeno e simples, mas que pode crescer com os cuidados da arte e da afeição, será bom e saboroso, como exercício atencioso de todos os dias, manter vivas e fecundas tais verduras, que assim vão crescendo de erva silvestre e comum até serem floresta monumental.

EM REDOR DESTA TENDA MÁGICA

A vida do CIRCO, o CIRCO da vida, a vida vivida dia a dia, hora a hora, por essas terras de norte a sul do mundo.

SILÊNCIO

A precisão do gesto
No silêncio da Palavra
O silêncio dos que estão privados do mundo
Em hospitais e prisões
No alto mar
No interior dos campos
Nas aldeias mais recônditas
O silêncio da injustiça

GERAR UM OUTRO MUNDO

Ou não fosse a vida feita de pequenos nadas. As mulheres são verdadeiras Malabaristas nas suas economias domésticas, é um modelo a traduzir na economia desabrida de um País.

O CIRCO É UMA RESPIRAÇÃO RASGANDO A TERRA

O Circo não exclui nada nem ninguém, antes pelo contrário, ele provoca e desafia cada um a mostrar as suas capacidades, pois que todos somos capazes!

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GUERRA E PAZ

É tempo de perguntar: O que se passa com a humanidade?
Todos têm a mesma pergunta. Gente de várias cores, credos, idades e profissões.
Todos tentam sobreviver a tão grande Tempestade.
O “clima” está pesado.
Mas nesta vida terrena, não nascemos para sofrer.
Nascemos para nos amarmos e sentirmos todos os dias o prazer de existir. Para cada um por si e todos juntos darmos uma oportunidade à Paz.

BUDAPESTE 40 ANOS DEPOIS (2017)

Convite para ir até à Hungria. Sim, que bom! Finalmente volto ao “local do crime”, local onde frequentei uma verdadeira Escola de Circo. Pequena, mas com tudo o que é necessário…valeram os anos 70!

MUDAM OS VALORES E REESCREVE-SE A HISTÓRIA (2020)

Sendo festas solares que se perdem nos confins dos tempos, convocam-nos para a coragem e para a morte do medo. Por isso o fogo, o saltar a fogueira, o riso, a alegria e a luz (nesta Lisboa, no encontro humano), partilhar a mesa é sentirmo-nos comuns cidadãos solidários.

UM SABOR A GENTE COM AFECTO E COM SABER (2008)

A mim, uma réstia de felicidade por ver a obra realizada medeia o facto de tantos jovens saírem por esse mundo fora preparados para o melhorarem, transformarem, reformarem, animarem, rompendo com bloqueios, e o desejo de que a arte pode ser o alimento de uma sociedade mais justa, mais animada.

FIRME DOÇURA (2001)

Com calma, com vontade e muita força cheia de doçura. A esperança é ter a certeza de que homens e mulheres, irmãs, um dia seremos todos irmãos.

A OBRA FAZ O ARTISTA (2004)

Tento, ainda assim, rir, sorrir para aliviar o cansaço. Mas o meu riso sai-me com um travo triste. Fico quase sempre desiludida comigo mesma…é preciso dar a volta por cima e mostrar ao mundo que é possível vivermos melhor, sermos felizes, sem qualquer sentimento de culpa.

PROJECTAR O FUTURO ASSENTE NA HISTÓRIA (2019)

Depois desta elencagem toda, dou por mim a pensar sobre tudo o que de Bom e mais complicado conseguimos ultrapassar, e viver, neste tão complexo e diversificado Projecto. Não foi fácil, mas conseguimos, assim o espero, um upgrade. De uma forma humilde, determinada, corajosa e focada, um muito obrigada a todos.

EM 2119 ESTAREMOS POR CÁ!...(2019)

Daqui a 100 anos, que é já agora, será que nos vamos perguntar como foi impossível o diálogo entre a tecnologia e o ser humano? Ou o entrosamento entre o que foi criado e o seu criador vai ser tão radicalmente natural que nos vamos aproximar da super-humanidade?

ALÔ MOÇAS E MOÇOS! ALÔ POVO DO CHAPITÔ (1997)

A vontade de conseguir lá chegar e a energia a inventar eram grandes, mas o pensamento madrasto não me deixava.
- E as aulas? E o fim do mês? E as reuniões?
- E o telefone que não toca?
- E o ministro que não está?
- Tudo será amanhã?!!
A fantasia da minha alma vai-se perdendo.

ABRIL SEMPRE! (2017)

Que não se perca a memória,
Que a curiosidade esteja atenta às mudanças.
A memória não pertence ao passado,
Ela é o hoje e o amanhã,
Sempre atenta a cada instante.

Destaco
CASA DE CULTURA ABERTA AOS MUNDOS (2013)

A vida pode ser “madrasta” mas TAMBÉM É UM ESPECTÁCULO e nós temos a obrigação, e a MISSÃO, de comunicar com os públicos, com todo o tipo de públicos, pois é um serviço cívico que prestamos. Dentro do panorama cultural do País, o Chapitô é, e continuará a ser, uma casa de cultura aberta aos mundos.

VAMOS ENCANTAR-NOS COM AS MAIS PEQUENINAS COISAS (2004)

Em 2004.
Vamos vencer as dificuldades.
Vamos descobrir oportunidades. Vamos repensar o amor e reaprender a amar.
Vamos concretizar as ideias.
Vamos acreditar nas pessoas.
Vamos manter a alma das coisas.
Vamos surpreender-nos.
Vamos apostar no nosso futuro.
Vamos encantar-nos com as mais pequeninas coisas…
Pois elas farão os nossos grandes sucessos!

LONGE É UM LUGAR QUE NÃO EXISTE! (1996)

Nesta casa dançada, neste país Portugal (?) ou outras terras do mundo. Levo cada vez mais o meu sentimento de cidadã do mundo. Pertencerei onde estiver. Criança, crianças, grandes e pequenas, espalhadas pelo universo, são crianças. Eu estarei lá.

UM FUTURO DE PAZ, UM MUNDO MAIS JUSTO (1999)

As férias merecidas de todos nós, tornaram-se algo amargas e doridas. Como forma de solidariedade com TIMOR LORO SAE, restou-nos juntarmo-nos às manifestações e vigílias. Esta foi a nossa forma de estarmos juntos com aquele povo em sofrimento. Se TIMOR não se salvar, todos nós estaremos em causa.

PARA A FRENTE! (2001)

Por mim, sinto que é cada vez mais precioso estarmos apaixonados pelo que fazemos (com sentido de liderança ou não) mas, sobretudo com empenhamento, sabedoria, rigor profissional e muita criatividade.

QUEM TEM FÉRIAS, TEM TUDO (1996)

“Cada um pode e deve ter as férias que merece, ao seu tamanho. O importante é sermos capazes de curtir as nossas! Acreditem em mim!!!!”

COM ATENÇÃO NO PRESENTE (2003)

E assim tudo pôde funcionar intelectualmente, com a força braçal, num bom exercício de pensamento aliado ao físico e ao lúdico, com muita vontade de manter um projecto de pé, que, desejo muito, pertença a todos. Foram momentos de alguma solidão, de muitos pensamentos, de muita vontade de conseguir chegar ao fim com a sensação de mais uma missão cumprida, esta de não cair num caos; de afirmarmos a nós próprios, repetida e convictamente, que não é – que não pode ser! – para aí que fatalmente caminhamos.

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A LIÇÃO DA TÉTÉ

Adelino Gomes

Na mesma direcção, afinal, para que apontava o passado das raízes de humanidade em África, das pegadas culturais na Europa civilizada, do sonho da liberdade, da igualdade e da fraternidade plenas no (então) país das pessoas tristes (Manuel António Pina). Um futuro construído dia após dia, ano após ano. Persistentemente, teimosamente.

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A IMAGEM DO CORPO

Isabel do Carmo

Para muitas crianças e adolescentes, o corpo torna-se um empecilho. Quais as consequências disso quando adultos, sabemos nós todos… Com efeito, as crianças sentem-se desajeitadas, não sabem se são gordas se são magras, tropeçam em tudo e todos, encolhem os ombros, por tique, e começam a ficar encurvadas. É preciso dar-lhes uma imagem do seu corpo, levá-las a terem consciência de si próprias. É preciso que aprendam a fazer gestos e a situarem-se no espaço.

TRAPEZISTA

SÁBADO, 25 DE FEVEREIRO

Maria João Avillez

Deixo-me ir na onda e subitamente ela traz-me a presença de Teresa Ricou – Teté – encabeçando uma minúscula multidão de cara pintada, num insólito desfile, Chiado abaixo, de personagens saídas de um circo. Com a poesia (triste) de Teté e um pouco do pragmatismo (saudável) de Teresa Ricou, ela abandona por uma fracção de segundo os seus companheiros, vem direita a mim, entrega-me um papel impresso com um sorriso aceso a dançar-lhe na cara branca. É um anúncio-informação da Escola de Circo.

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UM EMPREENDIMENTO AUDACIOSO E FASCINANTE

Albertine Santos

Há vinte anos, Teresa Ricou, mulher palhaço que encontrou e cultivou no circo a sua vocação de cidadã, reuniu os amigos e, juntos, delinearam um projecto.(…) O apelo do Chapitô é imediato. Evoca um sonho antigo que faz parte do imaginário de todos nós, adultos e crianças. Quem não gostaria de ultrapassar incertezas, libertar-se do senso comum e simplesmente ter a coragem e a capacidade de viver de forma mais autêntica, aberta e generosa ?!

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QUERIDA TÉTÉ

Jorge Martins

Mas essa capacidade de amizade não é o teu único traço maior. Devo dizer-te o quanto invejo essa tua espantosa capacidade de dar a volta por cima nas mais difíceis situações e sempre com um extraordinário bom humor e essa tua enorme tenacidade que te faz mover montanhas para chegares às metas e ultrapassá-las, e é esse o caso do Chapitô que inventaste, criaste, construíste e tens, depois, pilotado por entre escolhos e tempestades com um sucesso crescente.

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SENHORA DA BRANCA SAIA

Júlio Pomar

Revejo a Teresa Ricou, o busto erecto a sair da sua saia-bandeira, branca, incrivelmente branca, muito mais branca do que a que mais tarde usaria para compor a imagem da Tété, personificação do apetite doido de assumir em espectáculo público a nossa humana condição de palhaços pobres.

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UMA EXPERIÊNCIA EXEMPLAR
Eduardo Prado Coelho

Vinte e oito anos depois do 25 de Abril, temos algumas dificuldades em imaginar tudo o que se transformou. O que está converte-se numa espécie de evidência e encobre por completo aquilo que foi. A verdade é que nos custa conceber a simples possibilidade de alguém (relato uma experiência pessoal) querer entrar numa Faculdade acompanhado por uma colega que vestia calças e serem os dois impedidos, em nome dos bons costumes, pelo contínuo que estava à porta. E contudo, no curto-circuito das nossas existências, o 25 de Abril foi ontem. Tudo mudou, e no entanto não sentimos por dentro o tempo dessa mudança.
Isto é manifesto em todas as áreas da nossa vida – como mudaram os hábitos, como mudou a cena literária, como mudaram as formas de consumo, como mudou a vida de província, como mudaram as práticas quotidianas dos jovens, como as tecnologias alteraram o nosso quotidiano (desde o levantamento de dinheiro nos bancos à linha verde, passando pelas mensagens nos telemóveis), como mudaram as escolas, as praias, os aeroportos, os modos de viajar, as formas de namorar, as músicas que ouvimos ou a televisão que vemos.

Este é o blog da Teresa Ricou – a Tété, mulher-palhaço e fundadora do Chapitô.

O meu blog nasce em 2021. Mostrarei aqui parte das minhas reflexões sobre a vida, a liberdade, a criação e um mundo sem impossíveis. Do pensamento à acção, muito perto da felicidade, este é o meu caminho. Convido-vos a estar comigo nesta nova pista… para pensar convosco, conversar convosco e divertirmo-nos juntos!
À Vera Martins, minha parceira convidada, estou grata pelo seu apoio. Será mais uma forma de se ir familiarizando com estas linguagens Tété – in Circus World.