NO CHAPITÔ, NÓS TAMBÉM SOMOS BAUHAUS

Também nós perseguimos o espectáculo total, como arte de síntese de muitas artes. Hoje, no Circo, convivem quer a dimensão mais tradicional das exigentíssimas e virtuosas especialidades circenses quer as novas dramaturgias e ambiências cénicas, criando espectáculos intensos marcados pela contemporaneidade artística mais radical, oriunda da tradicional arte do circo com Mestres como Popov, Luciano, Zeca Elizabete, na área do humor e do riso, e Ariane Mnouchkine e Jérôme Savary na área do teatro em França. Tudo isto no que diz respeito à pujança e diversidade da inspiração artística que se faz sentir no circo contemporâneo.

CONTRA TODAS AS ADVERSIDADES

Com todos os casos de tutelados que vão existindo, todos em idades de tempo útil, não seria lógico e civilizacional que se encontrassem soluções extraordinárias e exemplares para estes casos de “maldição” perversa e injusta nas infâncias e adolescências?

O CIRCO COMO MATRIZ ANCESTRAL E ABRANGENTE

Em comum, lutemos por um Mundo Novo, um Mundo bom, pondo fim à ganância, ao ódio, e à prepotência. Ser artista é isso – transcender pela Beleza, pela Sabedoria e pela Bondade, a ignorância e a mesquinhez que atrasam a nossa humanidade. A isso vos convido. Para isso estou convosco.

ARTES DE RUA - JÁ NÃO HÁ PRAÇAS COM SALTIBANCOS

Confrontamo-nos assim com este novo território de exploração artística e de cidadania, habituando a população a estas práticas e educando para a cultura sem constrangimentos. Os espectáculos que se disponibilizam – e proporcionam momentos de lazer na rua –, não devem ser, de certeza, os parentes pobres do Ministério da Cultura, mas, ao contrário, devem ser considerados e entendidos actos de criação e difusão da cultura.

PARIS, EM 1973… AINDA ANTES DE ABRIL!

O brilho de um punhado de noites não garante coisa alguma. O próprio Circo Amar irá à falência tempos depois. Teresa pega como Palhaço-Augusto e trabalha noutras companhias, modestas, de província, mas, nos intervalos das temporadas, não deixa de vender jornais, de trabalhar na construção civil, de fazer vindimas. Nas campanhas rurais descobre o mundo sindical, conhece mais revolucionários, urbanos idealistas que escolhem ...

Este é o blog da Teresa Ricou – a Tété, mulher-palhaço e fundadora do Chapitô.

O meu blog nasce em 2021. Mostrarei aqui parte das minhas reflexões sobre a vida, a liberdade, a criação e um mundo sem impossíveis. Do pensamento à acção, muito perto da felicidade, este é o meu caminho. Convido-vos a estar comigo nesta nova pista… para pensar convosco, conversar convosco e divertirmo-nos juntos!