CARNAVAL – UM LAPSO DE ESPERANÇA E RESISTÊNCIA

(…) os ciclones que destroem os campos, penalizam a agricultura, estilhaçam as caleiras e os telhados; a chuva desbragada que inunda as casas e os quintais; os vendavais que não pedem licença e derrubam estruturas elétricas…é uma Natureza ferida, resultado do nosso maltrato e desatenção, tal como nos fere a maldade das guerras que nos invadem e invadem a casa dos nossos irmãos.

             

Teresa Ricou
Març0/Abril 2026

(Editorial da Agenda Chapitô Março /Abril 2026)

DOCE DE FIGO

Toujours cette fatigue des dimanches, que le sommeil acuse, que la pluie ou la neige embaume. Dieu se repose. Dieu n’y est pas, pour personne. Que faire de chaque jour? Je ne sais pas. Je ne l’ai jamais su. Même dans un travail, même là, je ne sais comment venir à bout de cette eternité du jour, comment combler ce gouffre. Comment traverser ce désert.

Christian Bobin, L’Enchantement simple

DOCE DE FIGO

Sulco, sopro quente
Silêncio forte
À volta dos corações
Que acreditam.
Obsessão pelo Sul
Mas o mel mente, está doente
Abro-te,
Rasgado,
Cheiro as tuas ideias, o teu pecado
Penso «Desejam-me», vamos fazendo as pazes com o mundo

         

Vera Martins
Março/2026